terça-feira, 12 de outubro de 2010

Obsoleto

É gente. A tecnologia vem e as coisas mudam. Antes era carta e agora e-mail. Bom existem infindáveis exemplos.
Queria dizer que parei de atualizar o blog e vou, quando me sobrar tempo, partir para o vlog. Sei que há muitas coisas que ficam melhores escritas mas vlog é mais dinâmico e, muitas vezes, mais divertido.
Vou ver o que há nesse novo mundinho. Vou deixar as fotinhos de Buenos Aires para me lembrar o que me levou a fazer esse blog rs. Nessa minha vidinha virtual vocês podem me encontrar no facebook: http://www.facebook.com/higa.daniel

Beijos e abraços

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Línguas

A grande maioria das pessoas por aqui falam guarani. Cada vez mais distante de Assunção, em cidades do interior do Paraguai há pessoas que falam apenas guarani. Lilian, a dona do hostel, disse que o nível do espanhol pode refletir no nível cultural do indíviduo. Se alguém não conseguir falar em espanhol somente e mesclar muito guarani quer dizer que não teve muitos anos escolares.
Fiquei pensando depois disso se o número de idiomas que uma pessoa fala influencia diretamente no nível cultural de uma pessoa. É possível que uma pessoa que fale 4, 5 idiomas seja um zé mané? Penso que, provavelmente, isso não se deve ao número de idiomas que a pessoa fala mas sim a forma como utiliza. E, essa coisa de nível cultural também é tão subjetivo...
Apenas um comentário sobre a voltagem. Estou com meu notebook ligado na tomada agora e aqui é tudo 220V como Buenos Aires. Se os celulares e notebooks não fossem bivolts que merda seria. O que ia ter de neguinho chorando por causa de um aparelho queimado...
Abrazos y besos desde Asunción!

Primeira e Segunda impressões de Assunção

Primeira impressão de Assunção:
Nesse meu minitour pelo Mercosul acabei escolhendo o Paraguai para conhecer e viver por uns
tempos. Queria saber o que mais tinha nesse país além de mercadorias baratas.
Posso dizer que a minha primeira impressão foi de um país pobre. Explico.
Depois de 3 meses de Argentina (te amo Buenos Aires =]), me despedi dos amigos que fiz e vim de ônibus de Buenos Aires para a capital do Paraguai. Depois de uma cansativa viagem de quase um dia com muitos problemas para transportar toda parnafernalha que carrego cheguei ao terminal de Assunção. Fiquei pasmo! Parecia o terminal de uma cidadezinha do interior, MAS BEM DO INTERIOR, rodeado por terrenos baldios e tal. Nem de longe parecia a rodoviária da capital de um país.
Pois bem, peguei um táxi do terminal ao centro. Demorou cerca de 30 minutos e achei até que o taxista estava fazendo um caminho mais longo. Paguei cerca de 50.000 guaranis o que dá uns 20 reais. Tinha 1760.000 e foi o mais próximo de milionário que consegui em minha vida até hoje. No percurso, vi coisas que só reforçavam a idéia da pobreza. Muita gente pedindo esmolas na rua, sujeira, edifícios caindo aos pedaços.
Ao chegar no hostel, joguei minhas coisas no quarto e fui dar uma volta, comer algo, procurar um supermercado perto. Aqui se você diz apenas "mercado" é como se fosse o nosso mercadão de São Paulo. Tinha um ao lado da praça Uruguai. Simplesmente há um acampamento ali onde pessoas vivem em pleno centro de Assunção. Passei pelo meio e não me senti lá o cara mais seguro do planeta.
Vivi 10 dias no centro de Assunção, no hostel e posso dizer que vi muitas coisas por ali. Há uma favela (Chacarita) em plena margem do rio Paraguai. Os policiais andam com metralhadoras e lojas como Tigo (celulares) tem seguranças carregando uma escopeta. Enfim, não é uma boa opção para se ficar muito tempo.
Depois de muita procura, via internet, visita à apartamento, achei uma casa que parecia ser ideal. No bairro que é um dos bons em Assunção chamado Villa Morra. Pesquisando e conversando com as pessoas me disseram que ali poderia viver bem. A dificuldade da procura se resumia ao fato de que precisava alugar algo apenas para 3 ou no máximo 4 meses. Mas diferentemente da Argentina não precisei de fiador nem nada. Enfim, me mudei do hostel para uma casa grandona na Villa Morra.

Segunda impressão de Assunção:
Chegando na casa aqui para variar fui dar uma volta. WOW! Achei a Jardins paraguaia - um bairro lindo mesmo. Lojas de carros importados (Porsche, Land Rover, etc), shoppings com grifes de luxo como Dior, Cacharel (não sei opinar muito sobre isso =P). Tudo isso a um preço, aos padrões Brasil, ridiculamente barato como metade ou 1/3 do valor pago em terras tupiniquins. Por exemplo, no Brasil eu estava procurando uma camisa do Liverpool e na decathlon era por volta de R$170,00. Aqui na lojinha da Adidas sai por R$70,00. Mesmo em Assunção fazer compras é muito barato em todos os sentidos. Mulheres aqui é o paraíso das compras. Desde de produtos perecíveis até carros. No mercado que fui tinha Red Label (sendo um dos grandes acredito que não seja falso hehe) a $35,00. Imagine Ciudad del Este.
Estamos vivendo nessa casa eu, Francisco (camarada do Brasil) e Peter torcedor do Twente (um holandês que conheci no hostel). Está bem bacana aqui. Tivemos que correr atrás um monte para conseguir algumas mobílias para não ter que acampar na casa. Até em leilão fomos! O lugar se chama Casa Rosada. Vende-se de tudo. Roupas, tênis, carteira, correntinhas de ouro, eletrodoméstico, tudo, tudo. Os nóias (há muito crack aqui) que vivem no centro devem roubar e vender as coisas por lá. Certeza!
Há uma parrilla aqui a ser inaugurada. Vou ter que aprender a fazer churrasco com cortes carnes típicos da região como Vacio, Lomito, etc. A casa tem 270m2 de área construída. Isso porque tem um "roof" do tamanho da mesma.
Enfim, Paraguai odeie ou ame.

sábado, 15 de maio de 2010

Um mês de Argentina

Hoje faz exatamente um mês que estou aqui em Buenos Aires. Cronologicamente falando porque psicologicamente parece que estou há meses. Muita coisa se passou nesse período. Quando cheguei parecia que minha cabeça estava em turbilhão. Agora, parece que me sinto mais em casa. Mais porque nunca me sentirei totalmente em casa apenas morando aqui alguns meses. Não que eu não me adapte com certa facilidade nem nada. Mas absorver todos os hábitos culturais e falar quase como um nativo leva muito tempo. E, tem certas coisas com que a gente nunca se acostuma. Uma delas para mim é cumprimentar homens com beijinho. Concha de tu madre boludo. Mas se um argentino vem te cumprimentar não há muito o que fazer a não ser retribuir.
Já faço coisas normalzinhas como ir ao cinema, comer no shopping, fazer supermercado, jogar bola. Ainda não estou cozinhando muito mas vou pensar mais nisso porque viver a base de choripan com chimichurri não rola rs. Consigo já me fazer entender com o idioma. Agora, o último desafio vai ser cortar o cabelo. Como vou explicar para o peluquero? Olha, corte desfiado, deixe a costeleta, tire um pouco da franja e deixa o cabelo bem leve. Ah, e não se esqueça de fazer o pezinho.
Começarem as aulas de espanhol na UBA (Universidad de Buenos Aires). O prédio deve ter uns 100 anos e nunca foi restaurado. A escada para o andar superior parece que vai cair. Mas pelo menos os professores me pareceram ser bons e rola a experiência de aprender cultura de outros países. Tenho aulas com alunos(as) que vieram da França, Israel, Suécia, Estados Unidos e Hong Kong.
Faço um balanço positivo aqui desse meu primeiro mês em Buenos Aires. O foda está sendo o frio rs. Mas estou bem!
Beijos com muitas saudades!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Castellano argentino, español e um brasileiro no meio

Acho que nós brasileiros devemos nos atentar há algumas coisas:
-Diferenças nos fonemas: Nos diferentes países que se falam o idioma espanhol obviamente há algumas diferenças entre a língua falada.
Por exemplo, o Y falado no meio de uma palavra e o LL aqui tem som de CH. Calle H. Yrigoyen se diz "caCHe H. YrigoCHen". Isso em qualquer curso de espanhol no Brasil seria falado como "caLHe H. YrigoIen".
-Conotações das palavras: Aqui, o verbo coger aqui na Argentina é "mala palabra" enquanto que em outros países de língua espanhol (não sei se todos) coger é como tomar. Ex: Voy coger un colectivo.
-Falsos cognatos: Esse é clássico certo? Experimente falar em uma mesa de restaurante "Passe me esa concha" rs.
-Gírias: Isso também é batidão e a gente vai aprendendo com o tempo rs. Boliche muy copado esa!
Bom, por hora só me lembro disso rs.
Besos para os boludos e boludas!

Minigolf

Fui com os amigos jogar um minigolf no driving range Costa Salguero em Palermo. Estávamos eu (dã), Mirko, Francisco e o Andreas (não sei se o citei mas é um norueguês que está aqui para estudar espanhol e jogar golf rs).
Fomos ao drive jogar 50 bolas cada. O comentário que mais ouvi foi "Caralho, pensei que jogar isso fosse mais fácil" e no SAP em espanhol kkk.
Para os que se encorajaram fomos ao minigolf de 9 buracos de par 3. Incrivelmente e sortudamente ganhei por um ponto de diferença. Gastei toda minha sorte aí e por isso nunca mais vou jogar na quiniela argentina.
A noite fomos comer pizza e tomar vinho. Um dia bem agradável!
Gracías boludos!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Custo de vida em Buenos Aires

Quanto vale seu real na real na terra dos hermanos? Posso afirmar com alguma certeza que, em geral, o custo de vida aqui é mais barato que no Brasil. Isso porque, de acordo com o que andei escutando, Buenos Aires deu uma inflacionada principalmente nas contas de água e luz. Dizem que a Cristina Kirchner está fazendo obras eleitoreiras e por isso o aumento. Parece-me paradoxal mas enfim. Fiz uma divisão meio por cima e ficou assim:

-Transporte: Não tem o que dizer. É muito barato. A passagem do ônibus - paguei 1,20 e 1,25 - varia um pouco dependendo para onde vai. O metrô sai 1,10. O táxi peguei algumas vezes e nunca passou de 30. Tudo isso em pesos! Logo, se gasta algumas vezes menos que no Brasil.

-Moradia: Estou morando em uma espécie de pensionato. Quartos divididos saem de 600 a 1200 pesos. Esse item não se difere muito no país tupiniquim.

-Alimentação: Utilizando o índice Burger King aqui o combo do Whooper tradicional médio sai por 25 pesos. No Brasil deve estar em torno de 15, 16 não? Obviamente há produtos mais caros e mais baratos (peixe aqui é caro por exemplo) mas creio que seja uns 15 a 20% mais barato.

-Educação: Eu andei perguntando sobre cursos de graduação por aqui e constatei que os preços das universidades pagas é muito em conta. Só dando um exemplo, o Mirko, amigo do Equador paga 150 dólares para cursar Engenharia. Transforme em reais e tchanam. Barato não?

-Saúde: Graças à Alá não fiquei doente aqui ainda. Conheci um australiano que teve uma infecção no ouvido e um brasileiro que pegou um fungo na pele. O custo de um médico particular custa em média 400 pesos. Preço do Brasil certo? Falam que os remédios são baratos e a fiscalização não é muito rígida. É possível comprar medicamentos sem prescrição "na migué".

Para terminar, o salário mínimo aqui está em 1500 pesos. Nada mal não? Agora não sei se tem muita gente em regime informal. A impressão que tenho é que Buenos Aires em termos fiscais (no sentido de arrecadação de impostos) está uns 15 anos atrás. Alguém pode responder se é impressão minha?
Hasta pronto!