sábado, 15 de maio de 2010

Um mês de Argentina

Hoje faz exatamente um mês que estou aqui em Buenos Aires. Cronologicamente falando porque psicologicamente parece que estou há meses. Muita coisa se passou nesse período. Quando cheguei parecia que minha cabeça estava em turbilhão. Agora, parece que me sinto mais em casa. Mais porque nunca me sentirei totalmente em casa apenas morando aqui alguns meses. Não que eu não me adapte com certa facilidade nem nada. Mas absorver todos os hábitos culturais e falar quase como um nativo leva muito tempo. E, tem certas coisas com que a gente nunca se acostuma. Uma delas para mim é cumprimentar homens com beijinho. Concha de tu madre boludo. Mas se um argentino vem te cumprimentar não há muito o que fazer a não ser retribuir.
Já faço coisas normalzinhas como ir ao cinema, comer no shopping, fazer supermercado, jogar bola. Ainda não estou cozinhando muito mas vou pensar mais nisso porque viver a base de choripan com chimichurri não rola rs. Consigo já me fazer entender com o idioma. Agora, o último desafio vai ser cortar o cabelo. Como vou explicar para o peluquero? Olha, corte desfiado, deixe a costeleta, tire um pouco da franja e deixa o cabelo bem leve. Ah, e não se esqueça de fazer o pezinho.
Começarem as aulas de espanhol na UBA (Universidad de Buenos Aires). O prédio deve ter uns 100 anos e nunca foi restaurado. A escada para o andar superior parece que vai cair. Mas pelo menos os professores me pareceram ser bons e rola a experiência de aprender cultura de outros países. Tenho aulas com alunos(as) que vieram da França, Israel, Suécia, Estados Unidos e Hong Kong.
Faço um balanço positivo aqui desse meu primeiro mês em Buenos Aires. O foda está sendo o frio rs. Mas estou bem!
Beijos com muitas saudades!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Castellano argentino, español e um brasileiro no meio

Acho que nós brasileiros devemos nos atentar há algumas coisas:
-Diferenças nos fonemas: Nos diferentes países que se falam o idioma espanhol obviamente há algumas diferenças entre a língua falada.
Por exemplo, o Y falado no meio de uma palavra e o LL aqui tem som de CH. Calle H. Yrigoyen se diz "caCHe H. YrigoCHen". Isso em qualquer curso de espanhol no Brasil seria falado como "caLHe H. YrigoIen".
-Conotações das palavras: Aqui, o verbo coger aqui na Argentina é "mala palabra" enquanto que em outros países de língua espanhol (não sei se todos) coger é como tomar. Ex: Voy coger un colectivo.
-Falsos cognatos: Esse é clássico certo? Experimente falar em uma mesa de restaurante "Passe me esa concha" rs.
-Gírias: Isso também é batidão e a gente vai aprendendo com o tempo rs. Boliche muy copado esa!
Bom, por hora só me lembro disso rs.
Besos para os boludos e boludas!

Minigolf

Fui com os amigos jogar um minigolf no driving range Costa Salguero em Palermo. Estávamos eu (dã), Mirko, Francisco e o Andreas (não sei se o citei mas é um norueguês que está aqui para estudar espanhol e jogar golf rs).
Fomos ao drive jogar 50 bolas cada. O comentário que mais ouvi foi "Caralho, pensei que jogar isso fosse mais fácil" e no SAP em espanhol kkk.
Para os que se encorajaram fomos ao minigolf de 9 buracos de par 3. Incrivelmente e sortudamente ganhei por um ponto de diferença. Gastei toda minha sorte aí e por isso nunca mais vou jogar na quiniela argentina.
A noite fomos comer pizza e tomar vinho. Um dia bem agradável!
Gracías boludos!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Custo de vida em Buenos Aires

Quanto vale seu real na real na terra dos hermanos? Posso afirmar com alguma certeza que, em geral, o custo de vida aqui é mais barato que no Brasil. Isso porque, de acordo com o que andei escutando, Buenos Aires deu uma inflacionada principalmente nas contas de água e luz. Dizem que a Cristina Kirchner está fazendo obras eleitoreiras e por isso o aumento. Parece-me paradoxal mas enfim. Fiz uma divisão meio por cima e ficou assim:

-Transporte: Não tem o que dizer. É muito barato. A passagem do ônibus - paguei 1,20 e 1,25 - varia um pouco dependendo para onde vai. O metrô sai 1,10. O táxi peguei algumas vezes e nunca passou de 30. Tudo isso em pesos! Logo, se gasta algumas vezes menos que no Brasil.

-Moradia: Estou morando em uma espécie de pensionato. Quartos divididos saem de 600 a 1200 pesos. Esse item não se difere muito no país tupiniquim.

-Alimentação: Utilizando o índice Burger King aqui o combo do Whooper tradicional médio sai por 25 pesos. No Brasil deve estar em torno de 15, 16 não? Obviamente há produtos mais caros e mais baratos (peixe aqui é caro por exemplo) mas creio que seja uns 15 a 20% mais barato.

-Educação: Eu andei perguntando sobre cursos de graduação por aqui e constatei que os preços das universidades pagas é muito em conta. Só dando um exemplo, o Mirko, amigo do Equador paga 150 dólares para cursar Engenharia. Transforme em reais e tchanam. Barato não?

-Saúde: Graças à Alá não fiquei doente aqui ainda. Conheci um australiano que teve uma infecção no ouvido e um brasileiro que pegou um fungo na pele. O custo de um médico particular custa em média 400 pesos. Preço do Brasil certo? Falam que os remédios são baratos e a fiscalização não é muito rígida. É possível comprar medicamentos sem prescrição "na migué".

Para terminar, o salário mínimo aqui está em 1500 pesos. Nada mal não? Agora não sei se tem muita gente em regime informal. A impressão que tenho é que Buenos Aires em termos fiscais (no sentido de arrecadação de impostos) está uns 15 anos atrás. Alguém pode responder se é impressão minha?
Hasta pronto!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ecuador

Aqui na pensão onde vivo há gente da Rússia, Colômbia, Equador, México e pasmem até da Argentina rs. Eu vivo agora com um argentino (Pablo) e um equatoriano (Mirko). Antes estava o brasileiro Bruno mas voltou para o Brasil e vai vir para cá novamente em agosto.
Pude nesse quase um mês aprender um pouquinho sobre a cultura de outros países. Gostei muito do que o Mirko falou para mim sobre o Equador. Terra onde se come muito frutos do mar, clima agradável gente receptiva e sobretudo barato para se viver. Acho Buenos Aires mais barato que São Paulo. Equador, sobretudo Quito e Ibarra que foram as cidades que ele me citou, então deve ser tudo de bom rs.
Comi uma comida feita de banana-pão verde, salsinha, ovo e queijo ralado. Chama-se, se eu entendi bem, Mohana. Achei um gosto bom mas para mim faltou um pouco de azeite. Fiquei de fazer karê aqui mas até agora não achei onde se vende. Eu irei nesse fim de semana em um bairro de chineses em Belgrano e ver se acho. Ir no bairro chinês para achar um produto japonês. Pode? Cadê você minha Liberdade com suas barraquinhas de comer aos domingos.
É isso.
Besos para os boludos e boludas!

Etnias e um pouco de tudo relacionado a isso

Aqui na Argentina pude notar 2 tipos étnicos básicos: brancos e indígenas. Além disso, há muitos estrangeiros aqui principalmente chineses. Japonês achei muito poucos. Não. Japonês, chinês e coreanos não são iguais. O branco do olho muda rs.
Só um adendo em relação aos chineses...
Ouvi dizer que quando eles vem para cá abrir algum negócio recebem isenção de impostos de 5 anos. Há muito mercado, "kiosko" (uma espécie de padaria), lavanderia de "chinos" entre outros. E há uma espécie de máfia chinesa que domina o comércio nos bairros sendo que não é possível abrir nada muito perto de um estabelecimento chinês que concorra com eles. E, para perpetuar a isenção de impostos eles vão trocando a razão social e mantendo o nome fantasia. Não vou citar um porque eles podem me matar hahaha. Enfim, os argentinos não devem gostar muito disso e com certeza há alguns que não gostam de chineses. E quem se fode com essa xenofobia (frisando que acho toda xenofobia e racismo escroto apesar de achar algumas piadas engraçadas) sou eu quando me confundem com um "chino" kkk!
Voltando...
Fiquei pensando onde estão os negros que vieram na época da escravidão e exploração da nossa linda América Latina. Após ler um pouco aqui na Internet descobri que eles foram dizimados em guerras, principalmente a do Paraguai e na ditadura argentina. Os negros que existem aqui são negros azuis. Quase não se vê mulatos cuja etnia é predominante no Brasil.
Há muita gente bonita aqui. Vou falar das mulheres porque não sou emo nem nada. Sim, porque agora que o futuro do mundo é gay (vejam http://www.youtube.com/watch?v=MsD77anCeOA) vamos ter acender o orgulho hétero (vai Dourado kkk).
Achei as mulheres bem bonitas de rosto. Há indígenas (as que não são parecidas com o Evo Morales) lindas e caucasianas bem "hermosas". Olha e tem umas também que são bonitas até sorrirem. "Ví chicas muy guapas con dientes muy feos". Não sei se foi o excesso de mate, somado a nicotina (ô povo que fuma) e a preguiça por causa do frio de ir ao dentista. Não sei porque não cuidam do cartão de visitas. Enfim, é um tipo de beleza diferente do Brasil.
Posso garantir que sinto muita falta do calor do povo brasileiro. Às vezes, não me sinto bem tratado aqui e isso pode ser por inúmeros motivos.
Palavras de um nipo-brasileiro perdido em Buenos Aires.
Besos para os boludos e boludas!

PS: Impressionante como argentino e chileno não se dão aqui!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Até logo

Há tanta beleza em lugares que jamais passarei. O mundo é muito para uma vida tão urgente. Para tudo o que fica uma saudade e para aquilo que, acredito, verei uma grande ansiedade. Buscando novos rumos sem nunca esquecer de onde viemos e de quem somos. E partindo é que me sinto em casa...

Controle e Descontrole

Não escolhemos nascer nem optamos por pais ou país. Não escolhemos em ser Eva ou Adão, tampouco ser Bela ou Fera. Viemos ao mundo em um mistério que não se revela. Nascemos muda e crescemos. Nos tornamos a árvore de decisões que tomamos regados por eventos que simplesmente não controlamos. Será Destino? Será Acaso. Mistério da Vida.

Homeostase da vida

Vivemos sempre em busca dela. Desse equilíbrio dinâmico que tentamos nos situar. Quando achamos que nada falta em nossas vidas isso dura apenas um breve momento. É uma ilusão passageira. Logo estamos à procura de novas sensações e experiências. E assim caminha a vida. O ser humano com seus instintos e emoções tangidos pela razão em sua eterna busca pelo reestabelecimento de sua harmonia.

domingo, 2 de maio de 2010

Puerto Madero

Hoje fui conhecer o tão famoso Puerto Madero. A vista é linda, tem vários restaurantes e casas caríssimas. Disseram-me que é o metro quadrado mais caro da América Latina. Tomamos o colectivo e chegamos lá eu, o Mirco (Equador) e o Bruno. Morrendo de fome que estávamos fomos procurar um tenedor libre de comida chinesa que o Mirco havia comentado. Andamos um bocado mas para nossa decepção estava fechado.
Fomos, então, ao famoso Siga la vaca. O esquema funciona como se fosse um self service avont´s. Tem lá o buffet de saladas (pouco sortimento e com folhas feinhas) e tudo e daí você vai num balcão e se serve de carne. Aqui tem arroz gelado servido junto com a salada (horrible). Quem está acostumado com um belo rodízio no Brasil vai se decepcionar. Não é ufanismo nem nada mas simplesmente um bom rodízio no Brasil é melhor. Claro continuará sendo apenas minha opinião. Mas, sinceramente, não acho a carne daqui um estouro nem nada. Nesse restaurante é incluso além do self service uma jarra de refri ou cerveja ou vinho e uma sobremesa. Ah isso sim. O que eles sabem fazer é doce. Comi um volcano não sei das quantas. Estava divino.
Depois dessa orgia gastronômica sentamos um pouco para apreciar o lugar. Depois seguimos para o Cinemark de Puerto. Vimos Iron Man 2. Ainda bem que era um filme de ação porque com uma vaca na pança e um malbec na cabeça já viu né.
Foi um dia bacana. Só faltou ir no cassino flutuante. Como meus parceiros não jogam não fui. Isso fica para uma aventura solo rs.
Hasta luego!