terça-feira, 12 de outubro de 2010

Obsoleto

É gente. A tecnologia vem e as coisas mudam. Antes era carta e agora e-mail. Bom existem infindáveis exemplos.
Queria dizer que parei de atualizar o blog e vou, quando me sobrar tempo, partir para o vlog. Sei que há muitas coisas que ficam melhores escritas mas vlog é mais dinâmico e, muitas vezes, mais divertido.
Vou ver o que há nesse novo mundinho. Vou deixar as fotinhos de Buenos Aires para me lembrar o que me levou a fazer esse blog rs. Nessa minha vidinha virtual vocês podem me encontrar no facebook: http://www.facebook.com/higa.daniel

Beijos e abraços

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Línguas

A grande maioria das pessoas por aqui falam guarani. Cada vez mais distante de Assunção, em cidades do interior do Paraguai há pessoas que falam apenas guarani. Lilian, a dona do hostel, disse que o nível do espanhol pode refletir no nível cultural do indíviduo. Se alguém não conseguir falar em espanhol somente e mesclar muito guarani quer dizer que não teve muitos anos escolares.
Fiquei pensando depois disso se o número de idiomas que uma pessoa fala influencia diretamente no nível cultural de uma pessoa. É possível que uma pessoa que fale 4, 5 idiomas seja um zé mané? Penso que, provavelmente, isso não se deve ao número de idiomas que a pessoa fala mas sim a forma como utiliza. E, essa coisa de nível cultural também é tão subjetivo...
Apenas um comentário sobre a voltagem. Estou com meu notebook ligado na tomada agora e aqui é tudo 220V como Buenos Aires. Se os celulares e notebooks não fossem bivolts que merda seria. O que ia ter de neguinho chorando por causa de um aparelho queimado...
Abrazos y besos desde Asunción!

Primeira e Segunda impressões de Assunção

Primeira impressão de Assunção:
Nesse meu minitour pelo Mercosul acabei escolhendo o Paraguai para conhecer e viver por uns
tempos. Queria saber o que mais tinha nesse país além de mercadorias baratas.
Posso dizer que a minha primeira impressão foi de um país pobre. Explico.
Depois de 3 meses de Argentina (te amo Buenos Aires =]), me despedi dos amigos que fiz e vim de ônibus de Buenos Aires para a capital do Paraguai. Depois de uma cansativa viagem de quase um dia com muitos problemas para transportar toda parnafernalha que carrego cheguei ao terminal de Assunção. Fiquei pasmo! Parecia o terminal de uma cidadezinha do interior, MAS BEM DO INTERIOR, rodeado por terrenos baldios e tal. Nem de longe parecia a rodoviária da capital de um país.
Pois bem, peguei um táxi do terminal ao centro. Demorou cerca de 30 minutos e achei até que o taxista estava fazendo um caminho mais longo. Paguei cerca de 50.000 guaranis o que dá uns 20 reais. Tinha 1760.000 e foi o mais próximo de milionário que consegui em minha vida até hoje. No percurso, vi coisas que só reforçavam a idéia da pobreza. Muita gente pedindo esmolas na rua, sujeira, edifícios caindo aos pedaços.
Ao chegar no hostel, joguei minhas coisas no quarto e fui dar uma volta, comer algo, procurar um supermercado perto. Aqui se você diz apenas "mercado" é como se fosse o nosso mercadão de São Paulo. Tinha um ao lado da praça Uruguai. Simplesmente há um acampamento ali onde pessoas vivem em pleno centro de Assunção. Passei pelo meio e não me senti lá o cara mais seguro do planeta.
Vivi 10 dias no centro de Assunção, no hostel e posso dizer que vi muitas coisas por ali. Há uma favela (Chacarita) em plena margem do rio Paraguai. Os policiais andam com metralhadoras e lojas como Tigo (celulares) tem seguranças carregando uma escopeta. Enfim, não é uma boa opção para se ficar muito tempo.
Depois de muita procura, via internet, visita à apartamento, achei uma casa que parecia ser ideal. No bairro que é um dos bons em Assunção chamado Villa Morra. Pesquisando e conversando com as pessoas me disseram que ali poderia viver bem. A dificuldade da procura se resumia ao fato de que precisava alugar algo apenas para 3 ou no máximo 4 meses. Mas diferentemente da Argentina não precisei de fiador nem nada. Enfim, me mudei do hostel para uma casa grandona na Villa Morra.

Segunda impressão de Assunção:
Chegando na casa aqui para variar fui dar uma volta. WOW! Achei a Jardins paraguaia - um bairro lindo mesmo. Lojas de carros importados (Porsche, Land Rover, etc), shoppings com grifes de luxo como Dior, Cacharel (não sei opinar muito sobre isso =P). Tudo isso a um preço, aos padrões Brasil, ridiculamente barato como metade ou 1/3 do valor pago em terras tupiniquins. Por exemplo, no Brasil eu estava procurando uma camisa do Liverpool e na decathlon era por volta de R$170,00. Aqui na lojinha da Adidas sai por R$70,00. Mesmo em Assunção fazer compras é muito barato em todos os sentidos. Mulheres aqui é o paraíso das compras. Desde de produtos perecíveis até carros. No mercado que fui tinha Red Label (sendo um dos grandes acredito que não seja falso hehe) a $35,00. Imagine Ciudad del Este.
Estamos vivendo nessa casa eu, Francisco (camarada do Brasil) e Peter torcedor do Twente (um holandês que conheci no hostel). Está bem bacana aqui. Tivemos que correr atrás um monte para conseguir algumas mobílias para não ter que acampar na casa. Até em leilão fomos! O lugar se chama Casa Rosada. Vende-se de tudo. Roupas, tênis, carteira, correntinhas de ouro, eletrodoméstico, tudo, tudo. Os nóias (há muito crack aqui) que vivem no centro devem roubar e vender as coisas por lá. Certeza!
Há uma parrilla aqui a ser inaugurada. Vou ter que aprender a fazer churrasco com cortes carnes típicos da região como Vacio, Lomito, etc. A casa tem 270m2 de área construída. Isso porque tem um "roof" do tamanho da mesma.
Enfim, Paraguai odeie ou ame.

sábado, 15 de maio de 2010

Um mês de Argentina

Hoje faz exatamente um mês que estou aqui em Buenos Aires. Cronologicamente falando porque psicologicamente parece que estou há meses. Muita coisa se passou nesse período. Quando cheguei parecia que minha cabeça estava em turbilhão. Agora, parece que me sinto mais em casa. Mais porque nunca me sentirei totalmente em casa apenas morando aqui alguns meses. Não que eu não me adapte com certa facilidade nem nada. Mas absorver todos os hábitos culturais e falar quase como um nativo leva muito tempo. E, tem certas coisas com que a gente nunca se acostuma. Uma delas para mim é cumprimentar homens com beijinho. Concha de tu madre boludo. Mas se um argentino vem te cumprimentar não há muito o que fazer a não ser retribuir.
Já faço coisas normalzinhas como ir ao cinema, comer no shopping, fazer supermercado, jogar bola. Ainda não estou cozinhando muito mas vou pensar mais nisso porque viver a base de choripan com chimichurri não rola rs. Consigo já me fazer entender com o idioma. Agora, o último desafio vai ser cortar o cabelo. Como vou explicar para o peluquero? Olha, corte desfiado, deixe a costeleta, tire um pouco da franja e deixa o cabelo bem leve. Ah, e não se esqueça de fazer o pezinho.
Começarem as aulas de espanhol na UBA (Universidad de Buenos Aires). O prédio deve ter uns 100 anos e nunca foi restaurado. A escada para o andar superior parece que vai cair. Mas pelo menos os professores me pareceram ser bons e rola a experiência de aprender cultura de outros países. Tenho aulas com alunos(as) que vieram da França, Israel, Suécia, Estados Unidos e Hong Kong.
Faço um balanço positivo aqui desse meu primeiro mês em Buenos Aires. O foda está sendo o frio rs. Mas estou bem!
Beijos com muitas saudades!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Castellano argentino, español e um brasileiro no meio

Acho que nós brasileiros devemos nos atentar há algumas coisas:
-Diferenças nos fonemas: Nos diferentes países que se falam o idioma espanhol obviamente há algumas diferenças entre a língua falada.
Por exemplo, o Y falado no meio de uma palavra e o LL aqui tem som de CH. Calle H. Yrigoyen se diz "caCHe H. YrigoCHen". Isso em qualquer curso de espanhol no Brasil seria falado como "caLHe H. YrigoIen".
-Conotações das palavras: Aqui, o verbo coger aqui na Argentina é "mala palabra" enquanto que em outros países de língua espanhol (não sei se todos) coger é como tomar. Ex: Voy coger un colectivo.
-Falsos cognatos: Esse é clássico certo? Experimente falar em uma mesa de restaurante "Passe me esa concha" rs.
-Gírias: Isso também é batidão e a gente vai aprendendo com o tempo rs. Boliche muy copado esa!
Bom, por hora só me lembro disso rs.
Besos para os boludos e boludas!

Minigolf

Fui com os amigos jogar um minigolf no driving range Costa Salguero em Palermo. Estávamos eu (dã), Mirko, Francisco e o Andreas (não sei se o citei mas é um norueguês que está aqui para estudar espanhol e jogar golf rs).
Fomos ao drive jogar 50 bolas cada. O comentário que mais ouvi foi "Caralho, pensei que jogar isso fosse mais fácil" e no SAP em espanhol kkk.
Para os que se encorajaram fomos ao minigolf de 9 buracos de par 3. Incrivelmente e sortudamente ganhei por um ponto de diferença. Gastei toda minha sorte aí e por isso nunca mais vou jogar na quiniela argentina.
A noite fomos comer pizza e tomar vinho. Um dia bem agradável!
Gracías boludos!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Custo de vida em Buenos Aires

Quanto vale seu real na real na terra dos hermanos? Posso afirmar com alguma certeza que, em geral, o custo de vida aqui é mais barato que no Brasil. Isso porque, de acordo com o que andei escutando, Buenos Aires deu uma inflacionada principalmente nas contas de água e luz. Dizem que a Cristina Kirchner está fazendo obras eleitoreiras e por isso o aumento. Parece-me paradoxal mas enfim. Fiz uma divisão meio por cima e ficou assim:

-Transporte: Não tem o que dizer. É muito barato. A passagem do ônibus - paguei 1,20 e 1,25 - varia um pouco dependendo para onde vai. O metrô sai 1,10. O táxi peguei algumas vezes e nunca passou de 30. Tudo isso em pesos! Logo, se gasta algumas vezes menos que no Brasil.

-Moradia: Estou morando em uma espécie de pensionato. Quartos divididos saem de 600 a 1200 pesos. Esse item não se difere muito no país tupiniquim.

-Alimentação: Utilizando o índice Burger King aqui o combo do Whooper tradicional médio sai por 25 pesos. No Brasil deve estar em torno de 15, 16 não? Obviamente há produtos mais caros e mais baratos (peixe aqui é caro por exemplo) mas creio que seja uns 15 a 20% mais barato.

-Educação: Eu andei perguntando sobre cursos de graduação por aqui e constatei que os preços das universidades pagas é muito em conta. Só dando um exemplo, o Mirko, amigo do Equador paga 150 dólares para cursar Engenharia. Transforme em reais e tchanam. Barato não?

-Saúde: Graças à Alá não fiquei doente aqui ainda. Conheci um australiano que teve uma infecção no ouvido e um brasileiro que pegou um fungo na pele. O custo de um médico particular custa em média 400 pesos. Preço do Brasil certo? Falam que os remédios são baratos e a fiscalização não é muito rígida. É possível comprar medicamentos sem prescrição "na migué".

Para terminar, o salário mínimo aqui está em 1500 pesos. Nada mal não? Agora não sei se tem muita gente em regime informal. A impressão que tenho é que Buenos Aires em termos fiscais (no sentido de arrecadação de impostos) está uns 15 anos atrás. Alguém pode responder se é impressão minha?
Hasta pronto!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ecuador

Aqui na pensão onde vivo há gente da Rússia, Colômbia, Equador, México e pasmem até da Argentina rs. Eu vivo agora com um argentino (Pablo) e um equatoriano (Mirko). Antes estava o brasileiro Bruno mas voltou para o Brasil e vai vir para cá novamente em agosto.
Pude nesse quase um mês aprender um pouquinho sobre a cultura de outros países. Gostei muito do que o Mirko falou para mim sobre o Equador. Terra onde se come muito frutos do mar, clima agradável gente receptiva e sobretudo barato para se viver. Acho Buenos Aires mais barato que São Paulo. Equador, sobretudo Quito e Ibarra que foram as cidades que ele me citou, então deve ser tudo de bom rs.
Comi uma comida feita de banana-pão verde, salsinha, ovo e queijo ralado. Chama-se, se eu entendi bem, Mohana. Achei um gosto bom mas para mim faltou um pouco de azeite. Fiquei de fazer karê aqui mas até agora não achei onde se vende. Eu irei nesse fim de semana em um bairro de chineses em Belgrano e ver se acho. Ir no bairro chinês para achar um produto japonês. Pode? Cadê você minha Liberdade com suas barraquinhas de comer aos domingos.
É isso.
Besos para os boludos e boludas!

Etnias e um pouco de tudo relacionado a isso

Aqui na Argentina pude notar 2 tipos étnicos básicos: brancos e indígenas. Além disso, há muitos estrangeiros aqui principalmente chineses. Japonês achei muito poucos. Não. Japonês, chinês e coreanos não são iguais. O branco do olho muda rs.
Só um adendo em relação aos chineses...
Ouvi dizer que quando eles vem para cá abrir algum negócio recebem isenção de impostos de 5 anos. Há muito mercado, "kiosko" (uma espécie de padaria), lavanderia de "chinos" entre outros. E há uma espécie de máfia chinesa que domina o comércio nos bairros sendo que não é possível abrir nada muito perto de um estabelecimento chinês que concorra com eles. E, para perpetuar a isenção de impostos eles vão trocando a razão social e mantendo o nome fantasia. Não vou citar um porque eles podem me matar hahaha. Enfim, os argentinos não devem gostar muito disso e com certeza há alguns que não gostam de chineses. E quem se fode com essa xenofobia (frisando que acho toda xenofobia e racismo escroto apesar de achar algumas piadas engraçadas) sou eu quando me confundem com um "chino" kkk!
Voltando...
Fiquei pensando onde estão os negros que vieram na época da escravidão e exploração da nossa linda América Latina. Após ler um pouco aqui na Internet descobri que eles foram dizimados em guerras, principalmente a do Paraguai e na ditadura argentina. Os negros que existem aqui são negros azuis. Quase não se vê mulatos cuja etnia é predominante no Brasil.
Há muita gente bonita aqui. Vou falar das mulheres porque não sou emo nem nada. Sim, porque agora que o futuro do mundo é gay (vejam http://www.youtube.com/watch?v=MsD77anCeOA) vamos ter acender o orgulho hétero (vai Dourado kkk).
Achei as mulheres bem bonitas de rosto. Há indígenas (as que não são parecidas com o Evo Morales) lindas e caucasianas bem "hermosas". Olha e tem umas também que são bonitas até sorrirem. "Ví chicas muy guapas con dientes muy feos". Não sei se foi o excesso de mate, somado a nicotina (ô povo que fuma) e a preguiça por causa do frio de ir ao dentista. Não sei porque não cuidam do cartão de visitas. Enfim, é um tipo de beleza diferente do Brasil.
Posso garantir que sinto muita falta do calor do povo brasileiro. Às vezes, não me sinto bem tratado aqui e isso pode ser por inúmeros motivos.
Palavras de um nipo-brasileiro perdido em Buenos Aires.
Besos para os boludos e boludas!

PS: Impressionante como argentino e chileno não se dão aqui!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Até logo

Há tanta beleza em lugares que jamais passarei. O mundo é muito para uma vida tão urgente. Para tudo o que fica uma saudade e para aquilo que, acredito, verei uma grande ansiedade. Buscando novos rumos sem nunca esquecer de onde viemos e de quem somos. E partindo é que me sinto em casa...

Controle e Descontrole

Não escolhemos nascer nem optamos por pais ou país. Não escolhemos em ser Eva ou Adão, tampouco ser Bela ou Fera. Viemos ao mundo em um mistério que não se revela. Nascemos muda e crescemos. Nos tornamos a árvore de decisões que tomamos regados por eventos que simplesmente não controlamos. Será Destino? Será Acaso. Mistério da Vida.

Homeostase da vida

Vivemos sempre em busca dela. Desse equilíbrio dinâmico que tentamos nos situar. Quando achamos que nada falta em nossas vidas isso dura apenas um breve momento. É uma ilusão passageira. Logo estamos à procura de novas sensações e experiências. E assim caminha a vida. O ser humano com seus instintos e emoções tangidos pela razão em sua eterna busca pelo reestabelecimento de sua harmonia.

domingo, 2 de maio de 2010

Puerto Madero

Hoje fui conhecer o tão famoso Puerto Madero. A vista é linda, tem vários restaurantes e casas caríssimas. Disseram-me que é o metro quadrado mais caro da América Latina. Tomamos o colectivo e chegamos lá eu, o Mirco (Equador) e o Bruno. Morrendo de fome que estávamos fomos procurar um tenedor libre de comida chinesa que o Mirco havia comentado. Andamos um bocado mas para nossa decepção estava fechado.
Fomos, então, ao famoso Siga la vaca. O esquema funciona como se fosse um self service avont´s. Tem lá o buffet de saladas (pouco sortimento e com folhas feinhas) e tudo e daí você vai num balcão e se serve de carne. Aqui tem arroz gelado servido junto com a salada (horrible). Quem está acostumado com um belo rodízio no Brasil vai se decepcionar. Não é ufanismo nem nada mas simplesmente um bom rodízio no Brasil é melhor. Claro continuará sendo apenas minha opinião. Mas, sinceramente, não acho a carne daqui um estouro nem nada. Nesse restaurante é incluso além do self service uma jarra de refri ou cerveja ou vinho e uma sobremesa. Ah isso sim. O que eles sabem fazer é doce. Comi um volcano não sei das quantas. Estava divino.
Depois dessa orgia gastronômica sentamos um pouco para apreciar o lugar. Depois seguimos para o Cinemark de Puerto. Vimos Iron Man 2. Ainda bem que era um filme de ação porque com uma vaca na pança e um malbec na cabeça já viu né.
Foi um dia bacana. Só faltou ir no cassino flutuante. Como meus parceiros não jogam não fui. Isso fica para uma aventura solo rs.
Hasta luego!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Buenos Aires

Imagine um meteoro caindo sobre a superfície da Terra. A poeira se levanta e a visão se turva. Não se vê apenas se apalpa. Era assim que estava me sentindo quando aterrissei aqui na terra dos hermanos. Quase tudo novo, poucas coisas familiares. Reservei o Hostel para apenas 3 dias. Tinha que arrumar um teto, rápido mas com só com o tato ficara difícil.
Bem, a viagem toda começou com um embarque conturbado. "Googlei" para ter certeza quantos kgs podia levar sem ter que pagar taxas extras. Para viagens internacionais marcava 2 malas de 32kgs. Fiz questão de pesar antes para ir tranquilo. Então eis que me jodo. Para viagens à America do Sul somente 1 mala de até 23kgs. Eu tive que me desfazer de coisas no aeroporto de Guarulhos. Dei meu cobertor para o tiozinho da limpeza. Deixei outras coisas por ali mesmo. Ainda assim paguei R$140,00 de sobrepeso. Dez dólares o kg e não era cobre. Antes disso pensei em despachar o excesso na esperança que saísse mais barato. Em vão. No meio de toda correria quase perco o voo. O embarque estava marcado para as 15:00 e entrei 15:20. Fui o último com mais 3 perdidos. Entrei com minha mochila e mais 2 sacolonas de coisas. No check-in ainda esqueci de despachar minha necessaire com minha mala e tive que jogar fora uma espuma de barbear, protetor solar, hidratante, plax whitening (percebe que meu sorriso é pra lá de bonitinho) e um desodorante novinho já que não se embarca na bagagem de mão líquidos com mais de 100ml. Podem-me chamar de metro quilometerssexual que não me importo dale? =]
Fiz escala no aeroporto internacional do Uruguai. Bem lindo diga-se de passagem. no check-in mais uma vez encanaram com minha necessaire. Tinha minha tesourinha de cortar os pelinhos do nariz. E, digo, tem feito falta. Mas nada como gel. Na viagem, conheci uma senhora bem legal que morou na Inglaterra e tal. Gente boa. Enfim, desci no Aeroparque Jorge Newbery e precisava pegar um táxi. Mas tinha apenas real. A casa de câmbio na saída do freeshop é um estouro. Pagam-se 1,68 pesos por 1 real. Estava precisando e troquei R$120,00. Peguei um táxi e fui para o hostel Portal del Sur (gracías Miguelito). Saiu 53 pesos. Achei meio caro a princípio já que o aeroporto não era muito longe. Dei 50 pesos e ficou por isso. No caminho, comecei a olhar bem a cidade as construções, todo mundo hablando español e pensei cacete! Sou o Oscar no meio do oceano. Lembrarei bem dessa primeira sensação. Já que tá que vá!
Chegando lá fiz amizade com um inglês e, óbvio, fui tomar cerveja com ele. Precisava dar um relax. Não, não tem tailandesas aqui. Pegou mal essa. Eram 15 pesos uma Quilmes de 970ml. Rapidamente fiz uma conta em real e pensei. É o preço! No mercado custa 3,50 pesos. Boludos! O Michael gostava de futebol sul-americano, torcedor do Liverpool (yeah you´ll never walk alone) e estava dando um rolê por nosso continente. Logo menos, foi para Colômbia cujo lugar disse ser muito agradável para turistas. Com libra esterlina e com leve gosto para o reggaeton deve ser! Fui dormir e com medo que me levassem meu rico dinheirinho do meu porta-dólar, dormi de calça jeans e tudo com medo de que me roubassem. Redundante assim mesmo. Sim, não tomei banho. Não era sábado certo? E estamos na Argentina convenhamos kkk! Não vi nenhum lavando a mão depois de mear.
Acordei às 6:00 porque ouvi barulhos e também porque devia estar assustado em dormir naquele lugar cheio de gente estranha até aquele momento. Fui ligar a Internet para ver a cotação do câmbio no http://www.dolarhoy.com. Mas a porra da tomada tinha que ter adaptador. Mierda! Comecei a andar pela região como um bandeirante descobrindo a América. Achei o adaptador em uma tiazinha da rua. Minha primeira comida? Pedi um escalope e veio milanesa. Pensei, carajo e se eu pedir milanesa? Em outro dia, pude comprovar que milanesa era mesmo milanesa e o escalope até hoje não sei se é como no Brasil. Voltei para o hostel, vi a cotação do real no dia e fui trocar em uma casa de câmbio chamada América. Até hoje, em todas as vezes que entrei para ver a cotação é o melhor preço.
Nesse dia conheci o Victão. Um boludo paulistano (ele é francês mas veio para o Brasil com 8 anos). Demos altos rolês, comemos bife de Chorizo, fomos na festinha do Roof. Pirado! Inclusive tinha vários brasileiros no hostel. Indeed, cariocas. Cariocas e chineses estão por todo planeta. Fato! Enquanto o paulista trabalha o carioca viaja. Bairrista não, observador. És una broma. Um adendo ao hostel. Lugar cosmopolita certo? Treinei mais o inglês que o espanhol até aqui. Tutti bonna gente!
Já era sexta-feira e precisava de um lugar para ficar em definitivo. Consultei um site http://www.compartodepto.com e fui dar uma volta para saber onde ficava cada lugar que combinava com o que queria. Vi um anúncio perfeito 670 pesos com quarto individual. Era no bairro do Boca. Fiquei com o pé atrás porque Boca é Corinthians. Fui até lá ver e aproveitar para conhecer o tão famoso lugar. Eis que me deparo com o lugar. Era um cortiço e tive medo de andar de dia, em pleno sol, claro, não turvo, shining, whatever lá. Ou seja, como pensei é meio impossível reservar um lugar a distância a não ser por recomendação de alguém conhecido. Nas minhas andanças conheci um hostel para universitários. O lugar era bem bacana http://www.moonlighthouse.com.ar. Fui atendido pela dona a Letícia (ou alguma variação Letizia, Leticia, Lettuce), uma uruguaia gente boa. Enfim, era sexta mas tinha prorrogado mais 2 dias então era obrigado a ficar no hostel até domingo. A festinha no roof no começo do fim de semana foi tudo de bom. Não posso deixar de falar da Judith. Muito bacana e inspirador seu espírito jovial. Vou pular sábado ok? :)
E no domingo me mudei. Divido quarto com um brasileiro, equatoriano e um do interior da Argentina. Buenos chicos. No mesmo dia, fui com o Victor na feirinha de San Telmo (onde as chicas se enlouquecem em ver tantas coisas bonitinhas) e depois tentar ir ver Boca e San Lorenzo no La Bombonera. Os cambistas queriam 150 pesos em um ingresso que se vende por 50 pesos para locais. Turistas pagam mais. O Jens, um alemão doido no hostel pagou 150 dólares para ir ao jogo. São nacionalistas como dizem. Compram Arcor e La Sereníssima em detrimento a outras marcas. Foda-se. Nunca mais compro uma tortuguita também.
Conheci um amigão mesmo no Hostel, o Chico. Gente boníssima. Está já há um tempo aqui e me mostrou muitas coisas. Na segunda-feira fomos até a casa de outro amigo dele norueguês o Andreas. Ficamos tomando cerveja, comendo empanadas e vendo Click com mais um francês Antonio e uma suíça a Yasmim.
Na terça dessa semana fui fazer matrícula na Universidad de Buenos Aires. Tenho que voltar dia 13 de maio para pagar e passar por uma prova para ver que nível me enquadro.
Essa semana também fui procurar celular, ver academia
Já engravidei (valeu Gabi) de choripans, chorizo, asado, vacios, empanadas, alfajores e refri. No Brasil se come bem viu. A comida é sortida tal qual as nacionalidades dos loucos que habitam os hostels.
Sabe aquele pó, visão turva e tudo. Ele se assentou bastante. Já me enxergo por aqui.
Primeiras impressões?
Buenos Aires cosmopolita, glamourosa, respira tango e rock (sim rock argentino é duca), suja por certas ruas, cheio de latinos de outros países que os europeus massacraram, malandros e politizada.
Boliches ficam para uma próxima ocasião junto com fotos que praticamente não tirei.
Besitos e abrazos para las chicas e boludos!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Para refletir

Egoístas tendem a ter relacionamentos superficiais. Você é assim?

04/08/2009 - 14h05 (Laila Magesk - Da Redação Multimídia)

Ninguém gosta de admitir, mas a maioria das pessoas já teve uma atitude egoísta - querendo apenas para elas amigos, familiares, namorados, computador, doces. Mas o hábito de colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, desagrada e pode afetar os relacionamentos no trabalho, na escola e nas relações pessoais como explica a psicóloga Ravenna Negromonte de Almeida.

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egoísmo
"A família é o local onde aprendemos a amar e a cuidarmos uns dos outros com generosidade a partir do estabelecimento e definição do que é o outro. Quando isto falha, fica aberta a possibilidade de se potencializar essa característica de ser "egoísta" que é natural no desenvolvimento infantil onde a criança ainda não compreende que faz parte de uma sociedade"
Segundo a psicóloga, o egoísmo é um traço da personalidade de um indivíduo que se caracteriza por hábito ou atitude de privilegiar seus interesses sempre, desconsiderando todas as pessoas envolvidas no cenário das relações.

"O primeiro pensamento é sempre saber se o outro na relação pode lhe ser útil de alguma forma, caso contrário é empobrecida de valor. Em contrapartida é uma pessoa que tem dificuldades no confiar por que ele atribui ao outro um comportamento similar. Tem uma tendência ao descontrole quando frustrado nos seus objetivos, ou seja, uma baixa tolerância a frustração", indica a psicóloga.

Tudo começa em casa. A família é o primeiro subsistema importante que recebe as pessoas no mundo, onde se encontra e vivencia os cuidados primordiais para existência. "É o local onde aprendemos a amar e a cuidar uns dos outros com generosidade a partir do estabelecimento e definição do que é o outro, limite, consequências, respeito entre outros valores. Quando isto falha, fica aberta a possibilidade de se potencializar essa característica de ser "egoísta" que é natural no desenvolvimento infantil onde a criança ainda não compreende que faz parte de uma sociedade", explica a especialista.

Como o egoísmo pode nos prejudicar? "No estabelecimento dos relacionamentos mais íntimos e duradouros de nossas vidas afetando diretamente uma dimensão muito preciosa que é a capacidade de perceber o outro como um legítimo em minha esfera de convivência. As bases, como amar, cuidar, ser generoso, etc. tornam-se unilateral, tipo, "venha a mim o vosso reino e nada para vós".

Ainda de acordo com Ravena, quando as pessoas passam a perceber o comportamento, se distanciam, mantendo o relacionamento apenas em bases mais objetais e superficiais. Para saber se você tem características egoístas, vejas dicas e identifique se está passando dos limites:

- Vem recebendo muito feedback sobre essa característica de pessoas de sua intimidade e profissional?
- Percebe que seus contatos sociais e profissionais têm sido muito superficiais?
- Você se vê muito desconfiado nos seus relacionamentos?
- Tem dificuldades severas em lidar com a frustração?

Se as repostas forem positivas, então, é hora de procurar ajuda. A psicoterapia é um dos caminhos possíveis pois ajuda no processo de autoconhecimento, identificação e mudança desses comportamentos disfuncionais.