terça-feira, 15 de setembro de 2009

Barroquismo

A morte é um tema presente no imaginário humano. Desde que nos descobrimos como pessoas temos a consciência da finitude da vida marcada pelo nascimento e óbito. A história mostra que ela jamais foi inteiramente deferida por nós. Desde tempos antigos, os egípcios embalsamavam os corpos de seus faraós com o intuito de perpetuá-los por toda a eternidade. E, de todas as religiões, criadas pelo homem ou por Deus, como queiram, não existe uma única sequer que trate a morte como o fim absoluto. Os ateus, convictos de que não existe nada extra-vida, são os únicos que lidam com isso de forma pura e simples. Contudo tal convicção não é passível de prova.
A única certeza, além de que todos a enfrentaremos em algum momento, é de que a mesma nos faz repensar sobre a vida. A morte, sim, se tornou banalizada por nós calejados por cenas de violência que cotidianamente paira aos nossos olhares. Ao mesmo tempo que a tememos, procuramos também não pensar frequentemente nela pois assim o medo seria onipresente. Porém, quando ela chega perto de nós, por entes queridos, direta ou indiretamente, em meio a profundas tristezas e sentimentos de perda, a luz da reflexão chega aos nossos pensamentos. O que fazer com o tempo que nos foi dado nessa breve passagem pela Terra? Quais sonhos queremos alcançar?
É plausível que esse pensar na existência nos sacudam e faça com que vivamos melhor. É um tanto paradoxal pensar que a morte pode ser benéfica para a vida. Mas pode.

0 comentários:

Postar um comentário